A importância do voto municipal em 2022

    Pensei em  iniciar o artigo de hoje com a famosa rase de Winston Churchill pronunciada em 1947 em discurso na Câmara dos Lordes na Inglaterra


" A democracia é o pior dos regimes políticos, com exceção de todos os outros."

    Mas analisando friamente essa frase não a considero um elogio a democracia. E a intenção do texto de hoje é realente exaltar o sistema que acho o mais adequado para os nossos tempos, apesar deste mesmo sistema, levar, diariamente, uma surra ideológica de quem se sentou a direta e a esquerda na convocação dos Estados Gerais da França pré revolucionária.

    Sempre valorizei a conquista do voto universal e tenho sérias dúvidas quanto ao caráter de quem não valoriza. Valorizo ainda mais a democracia e seu sistema de voto direto justamente por permitir cinco formas de se expressar em uma eleição. 

1 - Escolhendo um candidato.

2 - Escolhendo apenas uma legenda

3 - Votando em branco

4 - Votando nulo

5 - Não votando (abstenção)

    Nenhum outo sistema conseguiu ampliar essas opções. E se manifestar contra eles é um direito garantido pela própria democracia, mas atentar contra ela é um ato ilegal e assim deve ser tratado. Mas não seguirei nessa análise hoje, vou trazer os fatos para o contexto da política macaense.

  Tenho defendido uma ação política que leva a um debate que poucas vezes foi levado adiante por aqui. Tenho proposto que se vote, nas eleições de 2022, em candidatos a deputado, tanto estadual quanto federal, que seja atuante na política municipal. E vou explicar meus ponto.

    Foram 120.094 eleitores em condições de voto na eleição de 2020. Número suficiente para chegar no que proponho: eleger  dois deputados estaduais e dois federais. As votações em 2018 mostram uma possibilidade muito clara e cito como exemplos as eleições dos deputados estaduais Marina (PMB) com 12.294 votos e Giovanni Ratinho (PTC) com 13.234 votos. Votação que pode ser facilmente alcançada apenas com os eleitores do município, é claro que a escolha do partido e a votação dos outros candidatos do partido tem muita influência no número de votos necessários para eleger um deputado.

 Então vou subir a régua dos votos e vou chegar em uma situação mais extrema. André Cecilliano (PT), hoje presidente da ALERJ foi eleito com 46.983 votos e Felipe Poubel (PSL) foi eleito com 27.832 votos. A soma de André e Felipe são de 74.815 votos. Quantitativo que pode ser alcançado apenas em nosso município, para isso é preciso unidade de pensamento.

    As críticas a eleição de políticos locais é justificada, pois temos um longo passado político e poucos resultados expressivos, desta forma parte dos eleitores preferem votar em candidatos "de fora" do que os locais. Mas olhando criticamente não é um ato que produza os efeitos desejados, isto é, votar em que é de fora não resulta em melhores ações políticas em Macaé. Vamos para alguns exemplos de 2018. 

* Carlos Macedo, bispo da igreja universal com domicílio eleitoral em São João de Meriti. Obteve 2.130 votos em Macaé e se elegeu deputado estadual. Retorno para Macaé? Zero.

* Samuel Malafaia, engenheiro com domicílio eleitoral na capital. Obteve 1.466 votos em Macaé e também se elegeu deputado estadual. 
Retorno para Macaé? Zero.

    Com esses exemplos fica claro que votar em quem é de fora é muito menos eficaz do que tentar encontrar bons nomes dentro de Macaé. 

    Para deputado federal os números são mais difíceis mas não impossíveis de se atingir. Utilizando uma referência média de votação dos deputados federais eleitos, é possível  chegar onde proponho, isto é, ter dois eleitos, Vamos aos exemplos. 

* Daniel Silveira do PSL se elegeu com 31.789 votos. 

* Jean Wyllys  se elegeu com 24.295 votos.  

Nas urnas de Macaé os deputados federais eleitos com maior numero de votos mas sem base por aqui foram Flor de Lis (PSD) com 3.311 votos e Hélio Lopes (PSL) com 2.832 votos, Que juntos não moveram uma palha por Macaé.

A soma dos dois deputados 56.084 votos. Números bem razoáveis de se alcançar. 

Portanto fica aberto o convite a análise. Podemos e devemos construir uma cultura eleitoral própria, com erros e acertos comuns a qualquer processo democrático.

       

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