Por muito pouco não tivemos a coincidência de completar o mesmo número da anos do município do mesmo número de dias de governo. Na terça passada o governo fez 208 dias e Macaé faz hoje os seus 208 anos. Data significativa para todos nós. Mas antes de olhar para o presente e pensar no futuro lembro do bicentenário aniversário de Macaé. Era o primeiro ano do governo Aluízio havia uma natural esperança da modernização do município, a esperança do fim das práticas nepotistas e personalistas das administrações Sylvio e Riverton, para o início de uma administração voltada para o bem comum, a impessoalidade e o respeito pelo dinheiro público. Os oito anos da administração Aluízio não trouxeram para Macaé o progresso esperado e nem ao menos se construiu um obelisco pelo bicentenário, já que praça Veríssimo de Mello temos o obelisco pelo centenário. Mas o texto de hoje é sobre a atual administração, voltarei a administração Aluízio em outras oportunidades.
Quase todo governo gosta de estabelecer os primeiros cem dias como a data para mostrar a população o seu trabalho, a sua personalidade pública e apontar qual o caminho para os quatro anos de administração. E no executivo a proposta não foi diferente, a meta era impressionar nos primeiros cem dias. Em entrevista no dia 4 de Janeiro citou suas prioridades : Saúde, Educação, Desenvolvimento Econômico e Social. E ainda declarou:
A questão do Covid acaba sendo um fator muito incerto, com impactos diretos em outras áreas como na Educação, Social, além, é claro, da Saúde. E nós vamos trabalhar para manter sob controle a fim de que quem precise de leitos, tenha oportunidade de contar com um atendimento de qualidade.
No passar destes 210 dias constatamos que sempre houve leitos disponíveis para o atendimento, não faltou respiradores, nem anestésicos e a medida que as doses de vacinas iam chegando, o governo garantiu a reserva para as segundas doses. Paralelo a isso o governo não esclareceu o caso das xepas da vacina envolvendo os trabalhadores da Unimed. E seu líder de governo e ex secretário de educação mostrou que não conhece e nem conseguiu administrar a educação de Macaé. Falhou no pagamento dos auxílios, falhou na falta de conhecimento da precária estrutura de algumas escolas e falhou na administração do contrato com a empresa fornecedora da merenda.
Resumindo não garantimos uma melhor assistência social, não evoluímos economicamente e, na saúde, conseguimos um melhor atendimento a pandemia do que a grande maioria dos municípios do Estado.
No legislativo presenciamos uma grande renovação de nomes e quase nenhuma renovação de práticas. Muitos vereadores indicaram secretários e cargos comissionados em todos níveis da administração pública. Prática que ocorreu em todos os governos anteriores e se mostrou ineficaz. A mal dosagem entre servidores e comissionados nas secretárias sempre piorou o serviço público e não foi diferente dessa vez. Mas a característica da atual gestão foi um pouco pior nesse ponto. Algumas secretarias tiveram cargos indicados por mais de um vereador, e isso causou um conflito dentro dos órgãos públicos. E em outros casos parece que os vereadores indicaram partes dos cargos e o prefeito outra parte, deixando, da mesma forma, a administração confusa e sem direção.
Não posso dizer que sou absolutamente contra a nomeação de comissionados em cargos de confiança indicados por aliados políticos e vereadores, mas posso afirmar que sou totalmente contra a ineficiência e o desmando político que essas indicações proporcionam. Isto é, estar na administração pública mas ter que atuar de acordo com a estratégia política de quem indicou e não na intenção de prestar o melhor atendimento público possível. São por essas ineficiências que, cada dia mais, me convenço de que as indicações políticas são o motivo de um serviço público ruim.
Não posso terminar meu texto de hoje sem dar os parabéns e desejar dias melhores para todos os macaenses, os nascidos aqui ou não e os que residem aqui ao não.

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