O que chamamos de medidas preventivas nessa pandemia raramente são preventivas de fato. Quase todas são reativas aos problemas que chegam e apenas reagimos a eles. Aqui por Macaé tivemos diversas chances de nos antecipar com medidas preventivas e não fizemos, quase todas as medidas foram ou reativas, ou enfrentamento ou de compensação aos efeitos da pandemia.
A Europa perdeu tempo achando que a Covid não sairia da China. As Américas perderam tempo achando que não sairia da Europa. As cidades do interior perderam tempo achando que não sairia da grandes cidades. e assim nesta cascata de imobilismo chegamos neste ponto em que estamos hoje. E o pior ponto de todos, como sempre e em qualquer crise, são os pobres e miseráveis que mais sofrem e pagam a conta de toda a incompetência governamental.
Chegando no ponto de observação que mais nos interessa que são os reflexos em Macaé, podemos lembrar que, ainda na administração de Aluízio Jr., a pratica sempre foi seguir as orientações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde, na época comandado pelo ministro Luís Henrique Mandetta. então se copiamos modelos que já estão atrasados é lógico que estaremos ainda mais atrasados.
Utilizando o método de seguir as orientações federais, Macaé também ficou inerte nas políticas de proteção social. Empregados e empregadores, quando receberam algum tipo de auxilio, receberam em um tempo muito depois do necessário para garantir seus empregos, empresas e sua segurança alimentar.
Chegam as eleições, e a pandemia continua entre nós, novos vereadores e prefeitos são eleitos e sabem que teriam uma pandemia pela frente e os eleitos tomam posse com diversas noticias de uma segunda onda na Europa. Ignorando os erros durante a primeira onda da pandemia, governantes iniciam o processo de flexibilização e volta as aulas presencias. A assistência social foi deixada de lado, o apoio através de auxílios já haviam terminado e nenhuma medida de recuperação econômica ou social foi pensada de forma efetiva e muito menos colocada em prática. Parecia que a forma de administrar era, vamos seguir e ver o que acontece.
E aconteceu. Chegou a segunda onda e políticos de mandato estão mostrando toda sua ineficiência em agir com velocidade para atender as pessoas que mais precisam. Prefeitura declara que vai lançar projetos de auxílio mas eles ainda nem chegaram no papel. A Câmara diz que só vai tratar de assuntos sobre a pandemia mas embarca no chamado feriadão. Tudo indica que ainda vai demorar para chegar qualquer tipo de auxilio real, financeiro, social e permanente até que todos sejam vacinados e as vagas de emprego voltem ao mercado.
Desta forma, poderemos ter uma terceira onda e repetir os erros da primeira e da segunda e assim poder continuar afirmando que já é tarde para se combater a epidemia em Macaé.
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