Nada mais improdutivo do que uma mudança de regras no meio do jogo. Chega a ser um desperdício de dinheiro, talento e planejamentos públicos. E é assim que vejo o obscuro cancelamento do regime de D.E, (Dedicação Exclusiva) dos professores A e C na secretária de educação. E utilizo a palavra obscuro pois a forma que a ratificação foi cortada não ficou clara. Alguns servidores chegaram a postar uma cópia incompleta nas redes sociais. Foi dito que esse oficio chegou para os diretores das escolas municipais e que o regime estava suspenso. Até agora não consegui ter acesso ao documento completo, mas é certo, que ele não teve a publicidade pelo menos interna que deveria ter. Utilizo a expressão "publicidade interna" pois, olhando o outro lado desta mesma moeda podemos constatar que quando o professor assume uma DE a publicidade deste fato é também apenas interna, isto é, ela não é publicada em diário oficial. Mas isso não significa que seja um documento sigiloso, trata-se de um documento publico como todos os demais e deveria ser internamente de livre acesso a todos os servidores e de acesso público quando solicitado. Mas, até agora, não é assim que se apresenta.
Saindo da questão interna e chegando na pública, as consequências são piores do que o súbito corte nos vencimentos dos servidores, um grande número de turmas fica imediatamente sem professor. O corte desta remuneração tira o professor da sala de aula, mesmo sendo virtual, e as turmas ficam desassistidas. Flagrantemente não temos um lista de professores concursados prontos par assumirem as turmas, o que temos é uma seleção pública mal finalizada e que até hoje, ninguém foi convocado para trabalhar, ou entregar documentos para estarem rapidamente prontos para assumirem suas funções. A estratégia de ensino fica claramente prejudicada.
Recebi informações que o corte se deve a uma decisão do Tribunal de Contas de 2011. Isso nos deixa ainda mais confusos pois dez anos depois é que chegam as consequências? Mais um ponto obscuro dessa decisão. Mas temos o fato, realmente a gratificação foi cortada. E gratificação nem é exatamente a palavra, pois os professores não estão recebendo mais para exercerem a mesma função na mesma carga horária, neste caso os professores tem a carga horária dobrada para receber não exatamente o dobro de seu salário.
Em conversa particular com o prefeito recebi a informação de que o município está recorrendo da decisão, pois não há concurso público dentro da validade para a função de professor A ou C. parece que novamente a ponta do problema vai sofrer as consequências, onde professores e alunos terão que se desdobrar para superar os problemas políticos do passado e agora da pior forma, sem remuneração adequada aos professores.

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