A volta das aulas presenciais em Macaé

O que parecia ser um plano de educação pública, onde a prefeitura regulamentava o retorno as aulas das escolas municipais e particulares, se tornou um plano de retorno municipal. O chamado Plano de Retorno das Atividades Educacionais Presenciais da
Rede Pública de Macaé, deixou claro que a maior preocupação da prefeitura de Macaé é com os protocolos de segurança da rede municipal pois esse plano não afeta as escolas particulares. Os estabelecimentos de ensino privado ficam com a regulamentação do decreto anterior, que prevê 100 por cento de alunos em sala de aula com o covidímetro na faixa verde (momento que atravessamos atualmente). Provavelmente por isso a prefeitura resolveu publicar o plano como portaria da Secretaria de Educação e não como decreto municipal. Se a opção fosse pelo decreto as normas valeriam também para a rede particular. Com essa decisão o que posso projetar é que no fim deste mês, isto é, logo após o recesso as aulas presenciais voltarão de forma total na rede privada e escalonada na rede municipal. Além das medidas de proteção e prevenção sanitárias serem muito mais duras para a rede municipal. Não se pode concluir que isso é bom ou ruim para qualquer uma das redes, mas pode-se avaliar que teremos mais uma desigualdade estre os dois tipos de ensino.

    Nesta portaria pude verificar alguns avanços, principalmente em relação a documentação que os pais devem assinar quando fazem a opção pelo ensino remoto ou presencial. No termo de responsabilidade anterior a prefeitura não se responsabilizava pela contaminação dos alunos utilizando o texto ""O risco de contágio do (a) aluno (a) com o vírus Covid 19 não acarretará responsabilidade para a Unidade Escolar, uma vez que o vírus circula em todo o mundo, independente do fato de ter ocorrido nas dependências ou não da Unidade Escolar", esse ponto foi retirado do novo termo de responsabilidade publicado no diário oficial de hoje mas com data do dia 09 deste mês. Sem dúvidas vou uma mudança de posicionamento depois de muitas cobranças dos responsáveis pelos alunos, profissionais da educação e da população em geral.  Correta a atitude da secretaria em ajustar para melhor seus procedimentos e não ficar insistindo em um erro só para não admitir que se enganou. 

    Outro ponto do Plano que parece ainda nebuloso é quanto a participação social na sua confecção. Logo no início a portaria diz que o Plano foi construído com a colaboração de diversos grupos "Contou a a
participação, além da Secretaria de Educação o Colegiado de Diretores,
Diretores convidados, representantes de Professores
Supervisores de Ensino, Professores Orientadores Pedagógicos e Professores
Orientadores Educacionais, através de Grupos de Trabalho, num total de nove
GTs."Hoje mesmo tive contato com pessoas ligadas ao Colegiado dos
diretores, que me passou a informação de que o Colegiado participou de apenas
uma reunião e que havia apontado diversos problemas e questionamentos aos itens
apresentados e que o atual Plano não tem o aval do Colegiado. Certamente o
Colegiado deve se pronunciar nas próximas horas sobre a sua participação no
Plano.

    Já quanto a questão da volta dos alunos as aulas presenciais, pessoalmente tive a oportunidade de conversar com alguns diretores de escola na serra e na cidade. Na serra a pesquisa prévia da direção com os responsáveis aponta que menos de 20% dos alunos retornarão as salas de aula e na cidade esse número ficará ente 30 e 40% de retorno presencial. 

    Um fator que pode alterar esses números é o posicionamento da prefeitura a respeito do bolsa alimentação dos alunos. Caso a prefeitura mantenha o auxílio para quem optar por continuar no ensino remoto, esses índices podem se manter, mas caso venha o anúncio de que a bolsa será cancelada para todos o retorno as aulas presenciais tende a aumentar. Mas um sentimento passa por todas as salas de direção das escolas municipais, o sentimento de que as informais mais importantes ainda não chegaram. E como o calendário prevê a volta das aulas presencias dia 26 deste mês para o segundo segmento e dia 2 de agosto para o primeiro seguimento e para a educação infantil, fico com a certeza que as informações, quando chegarem, já estarão atrasadas, pois deveríamos saber de todas as decisões do governo hoje.    

 


Comentários

Postar um comentário