Porque não se deve especular na política de Macaé.

         


A palavra especulação por ela mesma não nos remete a nada positivo, nem em português e nem em sua origem latina "Speculatio". Por que entendemos especulação como fato sem comprovação e na intenção de manipular alguém ou alguma coisa. No latim dá origem a palavras como espionagem, que é observar sem autorização. De forma geral é utilizada nos noticiários de duas formas ou para tratar de grandes movimentações financeiras que acontecem sem qualquer razão definida nas regras do mercado ou no mundo político quando alguém promove ações ou comentários especulativos para observar os resultados ou até mesmos e beneficiar com eles. Mas como nosso objetivo aqui é falar sobre a política em Macaé, temos um bom material para analisar.

    Ficando em assuntos mais recentes como a última campanha eleitoral, o atual governo municipal e o legislativo temos muito a observar e a aprender. Desde a campanha, principalmente para prefeito, vivemos um dia a dia especulativo, onde diversas pessoas passaram vergonha por trazer fatos falsos ou não comprovados apenas para ganhar alguma vantagem na corrida política ou apenas para tumultuar um ambiente já confuso. Desde antes da campanha oficial pudemos observação uma especulação governamental, ou oficial onde o prefeito da época, Aluízio Junior, jogos com nomes e composições de chapas para a prefeitura que deixou muita gente sem graça. Cada anúncio de um novo nome supostamente apoiado pelo prefeito era um festival de elogios que logo deveriam ser retirados pois os nomes mudavam. Foram anunciados alguns nomes como a chapa Célio Chapeta e Jacy Cherene, logo depois negada. 

Ainda antes nomes de Christino Áureo. Felício Laterça, Chico Machado e Danilo Funke eram dados como certos e seus eleitores / cabos eleitorais garantiram que as pesquisas, nunca divulgadas, davam a vitória como certa.  E a garantia que muitos davam de que Robson Oliveira seria o vide de pelo menos dois candidatos. Tudo especulação, tudo uma tentativa de entender o cenário eleitoral se utilizando de fatos que não são verdadeiros, muita gente boa entrou nessa consciente e inconscientemente. 

    Com o início da campanha foram vários casos de especulação, fusão de candidaturas, desistências, cassações, todas falsas e novamente pessoas que eu respeitava perderam minha consideração por se entregar a fatos falsos e mentirosos. Da aliança André / Riverton ao mensalão da SIT de Robson Oliveira todos pagaram com a honra ao entrar em especulações maldosas e destrutivas. Rompendo a barreira da especulação e entrando em um território próximo da ilegalidade o jorna O Debate proporcionou um espetáculo deprimente de manipulação e tendenciosidade descarada ao apoiar Silvinho Lopez. O que todos ganharam com isso? Apenas manchas irremovíveis em suas reputações.
    

    Com o fim da eleição quem não se lembra das especulações envolvendo a participação de Aluísio no governo Welberth? Novamente muitos tiveram que fingir nunca te afirmado tal fato. Isso para ficar em apenas um exemplo. Para citar um fato negativo nas eleições para vereador, logo depois de terminada a apuração, candidatos derrotados iniciaram um movimento para anular as eleições, afirmando categoricamente com urnas haviam sumido, que seus próprios votos não haviam sido computados, por fim a realidade dos fatos, isto é, não havia votos de fato para tantos candidatos, tiveram que disfarçadamente esquecer o assunto. Como resquício de movimento especulativo, ainda temos ações no TRE-RJ de ex candidatos como João Lemos e Marcel Silvano, tentando impugnar nominatas inteiras alegando candidaturas laranjas. Mas a verdade é que, com o fim das coligações, sobraram candidatos e faltaram eleitores.

    Agora com pouco mais de seis meses de governo as especulações voltam com força. Qual secretário sai? Quem entra? O que muda na Câmara? Quem são os pré-candidatos a Deputados? Quem o governo vai apoiar nessa disputa? E como ficarão as contas do ex prefeito Aluízio?

Nas minhas redes sociais esse processo especulativo não terá espaço, principalmente pelo motivo de não ser um jornalista e sim um analista. O Jornalista deve cobrir os fatos e as opiniões sobre os fatos. O jornalista tem o objetivo e o desejo de dar a notícia o mais rápido possível.  Mas esse não é o meu objetivo. Faço meus comentários e converso com as pessoas no compromisso do respeito, da verdade e da opinião. 

    Nesse exato momento, aqui em Macaé, muito se especula sobre novos secretários e quais vereadores podem ser convidados para assumir secretarias, mas não farei comentários sobre essas especulações. Apenas analise quando os fatos acontecerem. De certo temos dois espaços políticos que serão ocupados após a tragédia de Thales e Eduardo. Na Câmara é certa convocação do suplente, Elias Jorge, o Paulista da Nova Esperança. Já para a casa civil não tenho qualquer informação oficial sobre quem ocupará. E reafirmo, o nome pode até estar sendo decidido nesse momento, assim como os convites para vereadores, mas os comentários e os nomes só citarei quando for oficial. 

    Assim espero estar contribuindo para que a política seja mais clara, calma e objetiva. Pois o interesse maior sempre será o bem da população e a assistência a quem mais precisa.


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