Um fenômeno acontece há muitas décadas no Brasil a reeleição para presidente e governadores. De tempos em tempos debatemos as vantagens as desvantagens desta possibilidade de reeleição. E é importante deixar claro que a reeleição acontece na grande maioria dos casos e isso por diversos motivos, mas não é uma regra, governadores e prefeitos já deixaram de ser reeleitos no Brasil, mas um presidente nunca. O presidente no poder sempre se reelegeu. Já governadores como os de Brasília e do Rio Grande do Sul costumam não se reeleger. Prefeitos em São Paulo e no Rio de Janeiro também já aconteceu de não se reelegerem.
Mas para
vereadores, deputados e senadores a história é um pouco diferente. A figura dos
vereadores existe desde o Brasil Império e eram escolhidos de algumas formas,
mas a mais comum era indicação do governador da província. E essa representação
mudou pouco nesses quase 200 anos. Deputados e Senadores surgem no Brasil pouco
depois da independência e o atual sistema bicameral (duas câmaras, a dos deputados
e a dos senadores) existem desde 1824. Os senadores eram vitalícios e os
deputados eleitos de forma indireta.
Com a proclamação
da república passamos a ter a denominação de Congresso Nacional, deputados com
3 anos de mandato e senadores com 9 anos e a reeleição para os integrantes do
Congresso Nacional era permitida, para presidente não. A reeleição de
presidente só acontece em 1995 após a aprovação de uma emenda constitucional. E
até hoje se discute sobre esse momento da história onde a emenda constitucional
não passa a ter validade apenas no próximo mandato e sim para o mandato atual.
Como todos sabem Fernando Henrique Cardoso se reelegeu.
Já chegando para
os nossos tempos e já mirando as eleições de 2022 observamos, mais uma vez, que
a nova figura chamada "pré-candidatura" já começou. E começou desde a
divulgação dos resultados da eleição anterior. E não existe prazo, data ou
autorização para a pré-campanha. E as únicas diferenças entre uma pré-campanha
e uma campanha é de que a pessoa que quer concorrer não poder falar que é
"candidato" e sim "pré-candidato" e não pode pedir voto. No
mais é tudo exatamente igual.
Há pouco tempo
conversei com um político de mandato que me contou das dificuldades de exercer
o mandato, são muitos problemas, muitas cobranças ao mesmo tempo, muitos
pedidos, falou que estava ficando com problemas de saúde e que a sua vida
pessoal e familiar estava muito comprometida. Mas deixou muito claro que quer a
reeleição. O porquê dessa vontade, desta vez, vou deixar por conta do leitor.
Por fim o que
quero ressaltar que a campanha, ops, pré-campanha está acontecendo e, como em
toda pré-campanha, nomes estão sendo testados. Isto é, pré-candidatos,
políticos eleitos, partidos, grupos em geral, lançam nomes para avaliar a
recepção popular. No caso de muitas críticas ou vacilo no comportamento do nome
lançado ele é automaticamente descartado, caso contrário passa a ser uma
opção a ser considerada. É assim em Macaé e em todo lugar do Brasil. Nosso
desafio como município é manter o bom desempenho eleitoral das eleições
passadas e manter a representação a nível estadual e federal. Felício Laterça e Cristino Áureo que já
ocuparam bom espaço político em Macaé, mas que agora estão mais distantes e
Welberth Rezende e Chico Machado, estes muito mais presentes na vida do
município precisam ter seus espaços ocupados por nomes ligados diretamente a
Macaé. E esse será o nosso desafio ao apoiar futuros candidatos.
Termino o texto de hoje deixando esse convide a análise. Precisamos, no mínimo, manter esses espaços políticos. Se na avalição de cada eleitor, os atuais não corresponderam as suas expectativas, que possamos trocar por novos nomes de Macaé. Pois acreditar que quem não tem base em Macaé vai se preocupar em defender nosso município é voltar ao pensamento político de décadas passadas.

Comentários
Postar um comentário