Foi expedido hoje o alvará de soltura de Vinícius Matheus, jovem cidadão de Macaé que foi preso ao ser confundido com o filho de um traficante. O caso repercutiu em todo Brasil. Do noticiário local ao nacional, das redes sociais ao editorial da Bandnews. O caso foi um dos mais comentados do último feriado. E foi justamente o feriado um dos responsáveis pela grande repercussão da prisão.
No dia a dia pessoa ser confundida com outra é um fato corriqueiro, mas quando a polícia ou a justiça cometem esse erro as consequências vão desde um incômodo até a fatalidade. Fatalidade, no sentido de ser fatal de tirar a vida, que felizmente passou longe do Vinícius, apesar de, certamente, esse medo ter passado pelo coração da família e dos amigos. O governo quando erra não pede desculpas, não repara os danos e raramente indeniza os lesados.
A prisão de Vinícius aconteceu em Macaé, em seu local de trabalho, por policiais da delegacia da Barra da Tijuca, em decorrência de uma investigação de crimes ocorridos em Niterói. Parece confuso? Sim. É confuso. Por ele e seu pai terem os mesmos nomes dos investigados, Vinícius foi preso. Mas isso todos nós já sabemos. O que não temos são as explicações, o esclarecimento e a responsabilização de quem errou. Pois até agora a justiça, a polícia e o sistema prisional dizem estarem certos. Certo mesmo, apenas o sofrimento dos pais, parentes e amigos. Junto a isso o espanto, a ira, a indignação e a revolta de toda a sociedade.
A prisão logo é comentada em redes sociais, repercutindo o pedido de ajuda e o grito de revolta da família. Pouco depois a imprensa já noticiava o caso. Nas redes sociais o assunto crescia e chegava a todos os cantos da sociedade. Jornalistas, advogados, políticos, religiosos e muitos outros ajudaram a tornar mais forte a voz da família desesperada.
Inevitavelmente atores políticos, ligados ou não a Macaé, mostraram sua revolta, cobraram a liberdade de Vinícius e declararam apoio aos amigos e a família, nada diferente do que outros, que não são políticos já fizeram antes. Vi o vereador do Rio Gabriel Monteiro, o deputado estadual Samuel Malafaia em declarações de apoio, oferecimento se ajuda e manifestações de indignação quanto ao caso. Não sei se chegaram a usar seus mandatos em favor do Vinícius, espero que realmente tenham feito, mas não chegou nada que eu possa dizer que tenham ido além das palavras. E não precisa ser político eleito para demostrar indignação contra fatos tão graves.
O que posso afirmar e relatar são as ações das quais participei para ajudar no que tenho acesso ente políticos eleitos ou não e dentro das minhas limitações. A respeito do fato só pude fazer uma postagem sobre o assunto no sábado após a prisão. Nela demostrava minha indignação e pedia as políticos para ajudarem o Vinícius e a família no que fosse possível. A vereadora de Macaé Iza Vicente me informou que Vinícius é parente de uma pessoa de seu gabinete e que estava fazendo o possível para ajudar a corrigir a injustiça. Vendo a minha postagem Marcelo Xexéu fez contato comigo informando que o deputado federal Christino Áureo estava tentando ajudar conversando com a direção o presídio em Benfica. O pedido era pela não transferência para Bangu e pela autorização extraordinária da visita do pai ou da mãe naquele sábado.
Ajudei na ponte de comunicação entre Iza Vicente e Christino Áureo e junto com Xexéu compartilhamos contatos e informações para que o desejo da família fosse atendido naquele momento. Em contato com a direção do presídio Christino ajudou a conseguir conseguiu a concessão da visita naquele mesmo dia e a garantia de que Vinícius não seria transferido. Pode parecer pouco em um momento tão grave mas foi tudo que puder fazer para ajudar naquele momento.
Certamente outros atores políticos tiveram participação na intenção de ajudar e melhorar as condições de um inocente preso. E afirmo que certamente aconteceu porque o próprio advogado do Vinícius agradeceu especificamente ao deputado estadual Chico Machado. Paralelamente a isso, mas não menos importante recebi notícias da ajuda incondicional e constante do pastor e da comunidade religiosa que Vinícius frequenta e atua como músico. Apoio que certamente foi muito eficaz e consolador.
Positivo também o silêncio consternado de políticos que não podendo ajudar na prática apenas demostraram solidariedade e não procuram ganhar um pouco da fama sem nada fazer.
Ruim a disputa insensata da ineficiente luta por ter sido o primeiro a falar no assunto, o primeiro a tentar ajudar, ou pior, a busca ridícula para ser o salvador do Vinícius. No aspecto político esse salvador não existiu, pois foi um conjunto de ações para garantir que a família tivesse sua força mantida de pé e que pudessem continuar uma luta que não pediram e não gostariam de estar.
Mesmo sem a legítima autorização para tal, quero agradecer a todos que se indignaram, se revoltaram, cobraram e dirigiram suas orações para o bem do Vinícius e sua família. Infelizmente alguns poucos bajuladores de políticos tentaram, felizmente em vão, se apoiar em causa tão importante para mostrar ao seu patrono o quanto ele pode ser útil para o político.
Finalizo o artigo de hoje deixando um alerta contra os abutres de ocasião, isto é, aqueles que se aproveitam do sofrimento alheio para conquistar vantagem política para si ou para seu padrinho político. São por esses péssimos exemplos que muitas famílias ainda sofrem pelo péssimo serviço prestado pelo governo em todas as suas esferas de poder.
Perfeita colocação!! Parabéns!!
ResponderExcluirObrigado!!!!!
ExcluirGraças à Deus e a todos que intercederam em oração e ação. Namastê 🙏
ResponderExcluir