Eu não tenho a menor dúvida de que o município de Macaé perde muito quando candidatos de outros lugares vem a Macaé pedir votos, e vou explicar meus motivos. Certamente são motivos do meu ponto de vista político mas acredito ser importante essa reflexão. Eleitores e candidatos precisam ter um olhar voltado para o que está próximo, sei que os calorosos debates de temas nacionais são empolgantes, direita, esquerda, centro, Lula, Bolsonaro, Ciro, Moro. Além das questões dos noticiários como vacinação, STF, desmatamento e etc. Mas olhar para o que acontece na sua rua, no seu bairro, na escola, no posto de saúde, no ônibus e na coleta de lixo são questões, pra mim, ainda mais importantes que os temas nacionais que citei logo acima.
Se já, durante as
eleições para vereador, nos surpreendemos com a quantidade de desconhecidos que
são candidatos, para as eleições estaduais e federais esses candidatos, em sua
maioria, se tornam desconhecidos distantes. E na quase totalidade das vezes
desconhecidos que "aparecem" em Macaé apresentados por candidatos do
município que estão fazendo a chamada dobradinha, isto é, um candidato a
estadual faz uma parceria com um candidato federal e seguem juntos em campanha,
quase sempre um levando o outro em seu reduto eleitoral.
Entrei nessa
espécie de "campanha por Macaé" porque é claro que estamos avançando
politicamente na forma de eleger nossos representantes. Nas décadas de 80, 90 não
conseguimos muitos sucessos eleitorais a nível estadual ou federal. Fora um ou
outro nome, não considero que conseguimos criar uma tradição de representantes
de Macaé. Mas melhoramos nas últimas eleições. Na última eleição para deputado
federal os quatro mais bem votados no município tinham base eleitoral em Macaé.
Foram eles Felício Laterça, Danilo Funk, Ricardo Salgado e Christino Áureo. Seguidos
por Flordelis, Hélio Negão, Marcelo Freixo e Hugo Leal. Estes quatro últimos
nada fizerem de importante para Macaé.
Para deputado
estadual fomos ainda melhores, dos 10 primeiros, 8 tinham base em Macaé:
Welberth Rezende, Chico Machado, Julinho do Aeroporto, Marcel Silvano, Luiz
Fernando, Val Barbeiro, Edmilson Ramalho e Marcelo Carnaval. Sem entrar na
análise dos nomes, não podemos fazer menos do que isso esse ano.
Em 2014 apenas
Christino Áureo foi eleito deputado estadual com base em Macaé. Para deputado
federal ninguém com base em Macaé. Em 2010 Adrian Mussi e Dr. Aluízio foram os
nossos deputados federais. Deputado estadual tivemos Christino Áureo.
Seguindo nesse
túnel do tempo, em 2006 Silvio Lopes foi deputado federal e Glauco Lopes foi
eleito deputado estadual juntamente com Christino Áureo.
Para encerrar no
século XXI em 2002 Mirian Reid é eleita federal e para estadual tivemos Glauco
Lopez.
Como é possível
perceber, de uma forma ou de outra, sem entrar nos detalhes de cada político,
tivemos um crescimento lento em relação ao número de representantes eleitos. E
seria muito ruim para Macaé perder esse espaço.
Alguns argumentos contra essa forma de pensar a política, diz que todos esses
eleitos não fizeram nada por Macaé. Sabemos que essa frase é um exagero, mas
que por outro lado, esperávamos muito mais dos políticos que passaram por lá,
isso sim é certo.
Mas em um convite rápido ao pensamento
crítico quero propor o seguinte: Se os políticos com origem ou base em Macaé
pouco fizeram, imagem quem não tem nosso município como prioridade. Claro que
não posso afirmar que políticos "de fora" não farão nada, mas posso
afirmar que Macaé não será sua prioridade, pois essa prioridade é da base
eleitoral que lhe garantiu a maior parte dos votos e quase sempre é onde o
político mora.
Por isso faço
esse convite ao pensamento. Qual político tem maiores possibilidades de
promover ações públicas em Macaé? Quem tem sua família, seu emprego, a maioria
de seus eleitores aqui. Ou quem foi muito bem votado em sua base e teve dois ou
três mil votos por aqui?
Sei que esse
convite pode implicar em ter que considerar em votar em um candidato que
derrotou o seu em eleições anteriores. Mas é importante pensar também que
quantos mais políticos conseguirmos eleger, maior será nossa possibilidade de
fazer com que novos políticos tenham também sua oportunidade em eleições
futuras.
Se for colocar essa questao em pauta kk nem os próprio candidatos da nossa regiao nao tem olhos para ela.....Temos que continuar avaliando e acreditando mesmo que seja um candidato de fora pois os que estao ai também só prometem.
ResponderExcluirÉ verdade que alguns macaenses não olham para Macaé, por isso temos que passar o segundo filtro, o filtro da competência.
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