O
noticiário político da Macaé ficou movimentado durante a semana que
passou, principalmente por uma postura mais forte do prefeito em relação aos
péssimos serviços prestado pela SIT. O consorcio originalmente formado pela
Macaense, Líder e São Cristóvão, as três empresas que operavam o transporte
público antes da formação do Sistema Integrado de Transporte, operou por muitos
anos sem uma ação direta do prefeito ou vereadores para que o sistema melhorasse
ou acabasse.
Com a data de validade marcada para o distante ano de 2025 o grande
número de reclamações fez com que políticos se posicionassem em relação a essa
concessão. E se colocando no lugar do atual prefeito, fica claro entender
porque é mais fácil, agora, tomar uma medida dura em relação aos
serviços.
Se nos imaginarmos no lugar do atual prefeito, podemos encontrar muitos
motivos para levar a sério a intenção de tirar a SIT de Macaé. Primeiro pelo
rompimento político de Welberth com o ex prefeito Aluísio Jr. O ex prefeito
renovou o contrato com a SIT e se tornou um dos responsáveis pela
continuidade péssimo serviço. E ainda pelo grande número de reclamações da
população, tanto pelos canais oficiais da prefeitura, tanto como pessoalmente.
Toda vez que o prefeito vai as ruas é abordado com cobranças sobre os serviços
públicos. E os atrasos, quebras de ônibus e falta de segurança e conforto estão
sempre entre as cobranças, por tanto é muito mais interessante para um político
atender a população, do que manter boa relação com uma empresa que só traz
problemas para a população.
E Welberth entra em um caminho sem volta, depois de várias declarações,
inclusive na imprensa regional, de que vai fazer de tudo para tirar a SIT de
Macaé e que estará ao lado da população denunciando os péssimos serviços e por
consequência pedindo a quebra do contrato. O prefeito já divulgou que no
primeiro semestre deste ano pretende realizar a nova licitação do transporte.
Em seu planejamento estão a realização de uma audiência pública, afinal a
população precisa oficializar as suas queixas, uma consulta popular, onde a
população vai dizer claramente e na forma da lei o que quer e finalmente a
licitação. Certamente a SIT irá procurar meios jurídicos para que isso não
aconteça, mas o principal argumento da prefeitura vai ser a vontade
popular.
E o que esperamos como resultado? O fim da SIT e a abertura da concessão
de transporte para mais de uma empresa, na verdade, para o maior número de
empresas possíveis.
No legislativo Amaro Luiz está presidindo a CEI
(Comissão Especial de Inquérito) sobre a BRK, empresa que detém um número de
reclamações tão alto quanto a SIT. Com suas contas altas, sua falta de
atendimento e suas obras intermináveis. Amaro Luiz tem a oportunidade de dar
respostas que a população tanto precisa. A repercussão pode ser muito positiva
e o vereador tem a chance de realizar um marco na sua carreira e um benefício
imenso para a população, principalmente para os mais pobres.
Como observador crítico tenho um medo em relação a CEI da BRK: O tempo
tem passado e os resultados precisam aparecer. O outro lado da moeda, lado
ruim, seria se a CEI concluísse o que todo mundo já sabe. O que precisamos é
que a CEI forneça argumentos para mais uma quebra de contrato e que Macaé possa
gerir sua própria água e seu próprio esgoto.
Nesta segunda feira dia 17 a CEI promete iniciar uma série de
transmissões ao vivo dos depoimentos dos convocados, esta sim, uma ação que
pode produzir muito efeito positivo para Macaé. Espero apenas que os convocados
não levem grandes apresentações em Power Point e com isso usem o espaço para
fazer sua autopropaganda. Como já fizeram secretários e a ENEL em convocações
inúteis e sem resultados práticos para quem sofre com os serviços ruins.
Espero realmente que esse primeiro semestre de 2022 seja de mudança para
a população, que a SIT acabe, que a CEDAE saia de Macaé, que a BRK perca seu
contrato, que a ENEL indenize as pessoas por suas perdas devido ao péssimo
serviço de abastecimento de energia. E se os políticos que conduzirem essas
mudanças colherem frutos eleitorais destes feitos, que colham, pois é melhor
eleger quem mostrou trabalho do que quem apenas promete.
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