Quando
todos nós pensávamos que a pandemia estava se tornando um fato cada vez mais
distante e sob controle, eis que surge a variante Omicron. O mundo vira de
cabeça para baixo novamente, com a alta taxa de contaminação e felizmente baixa
letalidade. Macaé não fica de fora.
Sabemos que
Welberth assume a prefeitura no meio de uma pandemia e quando digo
"sabemos", estou incluindo prefeito e vereadores. Sendo o candidato
apoiado pelo ex prefeito, que até então estava muito bem avaliado pela
forma dura de combate a pandemia, Welberth, logo no início de seu mandato, dá
continuidade a política de flexibilização, não renovando medidas do ex prefeito
e abrindo controladamente comércio e serviços. Afinal o confuso Covidímetro,
mostrava as quedas nos índices de internação, transmissão e letalidade.
O prefeito montou
um comitê de combate a Covid, presidido pelo saudoso Dr. Eduardo Cardoso, e
seguiu fielmente as orientações deste conselho. Recebeu pressão de todos os
lados. Parte da sociedade acusava o prefeito de flexibilizar demais, outra
parte pedia mais flexibilização. Acompanhamos diversos debates e
questionamentos que voltaram a pauta do dia. Transporte público, igrejas,
festas, escolas toda essa luta pelo que cada seguimento acredita aconteceu no
início da variante Delta e volta ao debate agora com a Omicron.
Mas ainda olhando para o passado recente. Um pouco antes da chegada da Delta, Welberth deixou o comitê de Combate a Covid quase desmobilizado e passou a publicar decretos de acordo com suas conversas com setores da sociedade. Foi assim com academias, casas de festas, igrejas, etc. Mas com a chegada da Delta demos muitos passos para trás. As escolas que chegaram a abrir por um dia foram logo retornadas para aulas remotas. As festas clandestinas tomaram conta dos bairros (ricos e pobres) e o governo municipal, com a pouca capacidade de fiscalização, que quase todo governo tem, pouco pode fazer para controlar quem insistiu em desrespeitar os decretos.
E agora que
estamos, as vésperas da volta as aulas o debate se acende novamente. É claro
que vivemos um outro momento, afinal as vacinas estão disponíveis, incluindo agora as
crianças maiores de 5 anos. Adultos, em grande parte, com o esquema vacinal
completo e uma boa parte da sociedade que já entendeu que precisamos ser
conscientes e cumprir as medidas sanitárias para que possamos sair desse
triste momento.
Governar é um
grande desafio, ainda mais em tempos em que não temos uma história recente para
nos apoiar nas decisões. E a função do governo eleito é ouvir a todos e
decidir. Com a decisão que se toma sempre se agrada a uns e desagrada a outros,
são os ônus de se governar. Mas entender que quem não ficou satisfeito vai
protestar, criticar e reclamar, também é parte de um processo inevitável e
saudável. Saudável enquanto permanecemos na esfera pública e política, porque a
vida particular de cada um, somente a cada um diz respeito.
Para fechar o
artigo de hoje quero destacar o fato inusitado que o vereador Alan Mansur
proporcionou. Longe de ser uma ilegalidade, mas apenas no campo da curiosidade,
o vereador começou a fazer requerimentos ao governo, listando as indicações que
não foram respondidas. Como o vereador se diz da base de apoio ao governo, ele
vai colocando o prefeito em uma situação delicada. E a nós, que acompanhamos a
política uma pergunta:
- Será que não atendendo o
requerimento, o vereador vai fazer uma lei para que atenda as indicações e
requerimentos dele?
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