A tragédia em Petrópolis precisa fazer Macaé olhar para dentro também.

    


Nessa última semana vivemos com o coração triste e sangrando junto com nossos irmãos petropolitanos, uma tragédia que se repete, ume ferida sobre outra ferida ainda não cicatrizada, Felizmente, mais uma vez a população rapidamente se mobilizou e enviou toda a ajuda possível para Petrópolis. Milhares de pessoas entre bombeiros, agentes da defesa civil, militares e população em geral imediatamente iniciaram o trabalho de socorro e apoio as vítimas da tragédia. 

    Macaé também fez parte desse movimento de solidariedade, população e governo se mobilizaram em diversas campanhas para enviar suprimentos para Petrópolis. Voluntários e servidores municipais seguiram para o local do desastre. E é esse tipo de exemplo que devemos valorizar e utilizar como atitude positiva. 

    Acredito que jamais saberemos como sofre, nesse momento, os moradores da Cidade Imperial. Mas olhando para dentro da nossa cidade, podemos sim, nos preparar melhor para corrigir nossos riscos e consertar nossos problemas que já fazem parte de nossa população sofrer.  

   Bairros como Imburo, Quarenta e Ingazeira precisam de ajuda nas condições de infraestrutura. Lá luz e água tem fornecimento precário e muitos nem esses serviços tem. As estradas quando existem são esburacadas, as escolas são longe e o transporte público quase inexistente. O acesso a internet quase não existe. Cabiúnas, Lagomar, Engenho da Praia, Jardim Franco, Barramares e Barreto vivem sob a ameaça da falta de segurança pública, da desordem imobiliária, das empresas sem cuidados ambientais e um sistema de saúde e transporte incapaz de atender a todos com dignidade. 

    O Complexo da Ajuda, Vila Badejo, Aeroporto, Barra, Fronteira, Nova Esperança e Nova Holanda são bairros muito populosos e responsáveis por grande parte da força de trabalho de Macaé. Mas os serviços de coleta de lixo, esgoto e segurança pública colocam a população em uma condição vulnerável. 

    Bosque Azul, Verdes Mares, Águas Maravilhosas e Piracema são bairros recentes e que sofrem muito com os alagamentos e a falta de urbanização. Boa Fé, Horto, Morro Grande, Quinta da Boa Vista, Virgem Santa, Botafogo, Malvinas são bairros que mesmo localizados na entrada da cidade não recebem os serviços de urbanização, sofrem com as chuvas e com os incêndios nas matas e como em toda periferia, tem um péssimo serviço de transporte e acesso a internet.

    Aroeira, Morro de São Jorge, Jardim Santo Antônio, Santa Mônica, Jardim Vitória, Nova Macaé, Jardim Vitória e Morro de Santana recebem as promessas de um sistema de macrodrenagem há muitos anos. Casas já foram interditadas e demolidas em virtude das perigosas condições geográficas e essa ameaça ainda é muito grande nessa região. 

    O Centro, Miramar, Campo do Oeste, Bela Vista, Visconde, Maringá, Sol e Mar, Riviera, Costa do Sol, Cajueiros e Imbetiba fazem parte da chamada "bacia de Macaé". Bacia por ser uma região que acumula as águas da chuva sempre que ela dura alguns minutos a mais. Muitas das vezes os alagamentos causam apenas preocupação, mas quando combinam chuvas e maré alta estes bairros ficam completamente alagados e as bombas quase sempre não funcionam a contento. 

    Praia Campista, Cancela Preta, Glória, Cavaleiros, Lagoa e Praia do Pecado são bairros que localização privilegiada pois se tornaram parte do centro turístico, mas os problemas com trânsito e violência são grandes. Novo Cavaleiros, São Marcos, Granja dos Cavaleiros, Vale Encantado, Mirante e Imboassica tem sérios problemas de acesso. Ruas sem pavimentação e poucas escolas são os maiores problemas destes locais. 

    A região serrana quase sempre tratada de uma maneira só passa por dificuldades muito diferentes entre os distritos. Pensar em uma só forma de atender as necessidades deles é um caminho que pode não ser o melhor. Córrego do Ouro tem problemas de segurança pública, crescimento desordenado e problemas ambientais. Glicério tem problemas com telefonia e também sofre com as chuvas. Frade não tem estrutura para o potencial turístico, falta telefonia e estradas ruins. Cachoeiros não tem estrutura para produção agrícola, sofre com desmatamentos e falta de atendimento de saúde. Sana não tem estrutura para o turismo, tem problemas de fiscalização ambiental, o transporte é dificultado pelas estradas ruins e o policiamento não é satisfatório para os problemas com turistas que são uma rotina no distrito. 

    Certamente não citei todos os locais com problemas e tão pouco todos os problemas de cada lugar. Até porque a melhor pessoa para falar destes problemas é quem mora ou trabalha nestes lugares, por isso o texto de hoje permanece aberto e sempre em construção. O espaço para os comentários está, mais do que nunca, aberto para críticas, colaborações e atualizações. 

 

    

Comentários