É
evidente a pretensão do título, mas não vou fugir da intenção de colocar
mais alguns pontos para que o leitor tenha sua própria opinião sobre um governo
que tem pouco mais de um ano. Para início de texto é importante deixar claro
que se tratados primeiros passos de um governo, mas não é o início da carreira
política do prefeito. Eleito vereador duas vezes e uma vez Deputado Estadual,
Welberth não é o que podemos chamar de político inexperiente, jovem sim, mas
não um neófito nos dogmas da vida pública. Isso sem contar seu passado político,
profissional e de lutas sindicais. Dito isso e para entender esse caminho, é
necessário entender e debater sobre a prática política do atual prefeito ainda
como vereador.
Na vereança
sempre se colocou no bloco do governo e por algumas vezes deixou claro o porquê.
Para o, então vereador, era mais importante estar no governo e ter acesso aos
serviços públicos e com esse acesso atender a população, do que estar na
oposição e, muitas das vezes isolado, como aconteceu com outros vereadores e
não poder ajudar as pessoas, como ele mesmo gosta de dizer "no
varejo". Atender um problema de iluminação, de asfalto, de praça, etc foi
uma das principais características dos mandatos do atual prefeito. Mas como
tudo tem um outro lado, teve que votar em matérias que talvez não votaria, ter
que caminhar politicamente ao lado de nomes que poderiam não ser a sua primeira
escolha e, por fim, seguir as orientações de um bloco governista que não tinha
muito as características políticas de Welberth, mas o então vereador fez suas
escolhas e colheu ônus e bônus por isso.
Um dos bônus foi
uma bem-sucedida campanha para Deputado Estadual, onde ficou por dois anos e
voltou como prefeito. Fato muito parecido com o que ocorreu com Dr. Aluísio que
depois de ser Deputado Federal por dois anos, ganha uma eleição para prefeito.
Longe de ser o fenômeno eleitoral que Aluísio foi, Welberth ganhou uma dura
disputa eleitoral, carregou pesos que nem precisava carregar, como foi o apoio
do já desgastado Aluísio, mas certamente os dois anos na ALERJ e as aliança
políticas que Welberth construiu durante sua carreira o ajudaram em sua
campanha e o levaram a prefeitura.
Um prefeito
eleito com uma margem apertada de votos não tem ou não teria muita facilidade
para governar, mas não foi assim. Os vereadores eleitos e com grande renovação
entre eles, logo desfizeram seus blocos políticos. Por exemplo: Luiz Matos que
se elegeu pelo Republicanos, que era o partido de André Longobardi, logo apoia
o prefeito eleito. Posicionamentos como este deixam a câmara mais amigável, mas
nas ruas não foi bem assim. Um bloco crítico em redes sociais e nas ruas
manteve o tom de oposição e fez com que o novo governo também utilizasse esse
meio de comunicação para construir uma de suas formas de governar.
A inevitável
comparação entre um governo e outro sempre volta aos debates. Seja pela forma
que conduziu o município durante a pandemia, seja na educação, saúde ou
transportes. E um dos pontos desta comparação quero compartilhar com o leitor.
Aluísio desde de que se elegeu Deputado e até o início de seu segundo mandato,
era considerado um político promissor, análises feitas por jornais da capital,
apostavam em uma nova liderança política regional, afinal o Estado do Rio de
Janeiro sentia falta dessa renovação de nomes na política. Mas o ex prefeito,
até agora, não passou de uma promessa. Se Welberth e sua equipe quiser chegar
mais longe nessa estrada precisa pegar o exemplo do governo passado, a qual ele
fez parte, e não os cometer novamente. Isso pode garantir uma carreira política
para Welberth Rezende e um sofrimento menor as pessoas que mais precisam de um
governo eficiente em Macaé.
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