Política pública apenas emergencial é um sintoma de erro na gestão.

     


É muito comum encontrar nos sites de notícias ou nos portais oficias de entidades governamentais a divulgação de planos de emergência ou mutirão para atender todo tipo de problema. Reparo de estradas, mutirão de atendimentos, ações emergências, grupos de trabalho Inter setoriais, etc.  Quando vejo que um grupo emergencial foi criado  logo imagino que uma setor não funcionou como deveria. Excluindo casos realmente excepcionais como catástrofes, pandemias ou imigração em grande quantidade, quase todos os ostros motivos são por falta de boa administração, por falta de planejamento ou incompetência.

    Alguns exemplos podem ser citados no dia 18-11-21 Macaé fez um mutirão para zerar a fila de pedidos de identidade. Sinal de que o serviço não estava funcionando bem. No dia 26-02-21 a prefeitura fez um mutirão de limpeza no Lagomar, pelo simples motivo do bairro não receber o serviço como deveria. Pois se fosse assim, não haveria necessidade de nenhum mutirão. Diferente dos mutirões de testagem e vacinação realizados nesses períodos de pandemia. Voltando um pouco mais no tempo tivemos em 15-01-2013 um mutirão de combate ao mosquito no Aeroporto, por razão óbvias a limpeza e a prevenção não aconteciam como deveriam ser. O mais grave de tudo é que depois destas políticas emergências, os problemas continuam até hoje.

    Outro exemplo foi a consulta pública realizada em 28-07-2019 onde a prefeitura perguntou se a população queria que o governo municipal assumisse o serviço de água no município. Mesmo com cerca de apenas 2% da participação popular a grande maioria dos que foram votar disseram sim, mas a prefeitura não seguiu no caminho de municipalizar o serviço e a água ainda está sendo operada pela CEDAE até hoje.

    Caso recente é a consulta sobre a abertura de novo processo licitatório para o transporte público. A consulta que terminou no dia 18-02-22 ainda não foi divulgado os resultados. Espero que não tenha o mesmo destino de tantas outras audiências públicas realizadas pelo executivo e pelo legislativo em Macaé. 

    Chego a conclusão que é fácil ouvir a população, mas muito difícil fazer o que ela pede, necessita e se manifesta oficialmente.

    

Comentários